Vacinação e exames laboratoriais podem ajudar a preparar as crianças para o segundo semestre
A volta às aulas no segundo semestre traz um alerta a rotina de convivência diária entre as crianças em ambientes coletivos, cenário que pode favorecer a transmissão de vírus e bactérias. Com o inverno, a atenção à prevenção ganha ainda mais importância, especialmente em relação às doenças respiratórias e à atualização da caderneta de vacinação.
Durante os meses mais frios, as crianças tendem a permanecer mais tempo em locais fechados e com menor ventilação, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Segundo o farmacêutico bioquímico do IHEF Laboratório, empresa do Grupo Meddi, Roberto Luís (CRF/BA-6434), o ar frio e seco também pode reduzir a proteção natural das vias respiratórias. “Como o sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, essa é a época do ano em que mais aumentam as infecções respiratórias na infância”, explica.
Uma avaliação com o pediatra pode ser uma oportunidade para verificar se há necessidade de exames laboratoriais após a retomada da rotina escolar. Entre os exames que podem ser solicitados estão o hemograma completo, PCR, VHS, as imunoglobulinas IgG, IgM , IgE e alguns exames sorológicos para identificar respostas vacinais.. De acordo com a avaliação clínica e o histórico de cada criança, também podem ser indicados exames de urina e marcadores nutricionais, como ferritina e vitamina D, vitamina B12, ácido fólico.
A investigação laboratorial, no entanto, deve considerar as características e as necessidades de cada criança. Sinais como febre persistente, cansaço fora do comum, palidez, infecções frequentes, dificuldade para ganhar peso ou crescer e sintomas que se repetem mesmo após o tratamento merecem avaliação médica. Nesses casos, o pediatra pode indicar exames específicos para identificar possíveis causas e orientar a conduta adequada.
Caderneta de vacinação merece atenção
Outro cuidado importante antes é conferir a caderneta de vacinação. A atualização das doses recomendadas para cada faixa etária contribui para reduzir o risco de doenças infecciosas e a disseminação de agentes causadores em ambientes de convivência coletiva.
“A criança sem vacina fica desprotegida e mais suscetível a adquirir a doença”, alerta Fabiana Porto (Coren/BA 80794), enfermeira responsável técnica do IHEF Vacinas. Entre as vacinas relacionadas à prevenção de doenças respiratórias e infecciosas estão as que protegem contra influenza, Covid-19, pneumonias e meningites, conforme as recomendações para cada faixa etária.
Para além do período de inverno e do retorno às aulas, a recomendação é que o acompanhamento da saúde infantil faça parte da rotina. Manter consultas pediátricas regulares, observar mudanças no estado de saúde e manter a vacinação atualizada são medidas que ajudam a identificar necessidades de cuidado e a proteger as crianças ao longo do ano.
