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Exames laboratoriais permitem diagnosticar hepatites virais antes do surgimento dos sintomas

Julho Amarelo reforça importância da testagem precoce para prevenir complicações causadas pelas doenças

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, o que faz com que muitos pacientes descubram a doença apenas quando já existem danos importantes ao fígado. Durante o Julho Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre o tema, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce, realizado por meio de exames laboratoriais, é uma das principais estratégias para evitar complicações e ampliar as chances de tratamento.

O alerta ganha ainda mais relevância diante dos dados mais recentes do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde. Enquanto o Brasil reduziu a mortalidade pelas hepatites B e C na última década, reflexo do avanço da vacinação e do tratamento, a hepatite A voltou a apresentar crescimento no país após anos de queda, reforçando a importância da prevenção e da investigação precoce.

De acordo com o farmacêutico bioquímico do IHEF Laboratório, Roberto Luís (CRF/BA-6434), o diagnóstico das hepatites depende principalmente da realização de exames específicos, capazes de identificar marcadores de cada vírus mesmo antes do aparecimento de sintomas.

“Os principais exames são as sorologias, que detectam marcadores específicos das hepatites A, B e C. Em alguns casos, também são solicitados exames que avaliam o dano do fígado, como TGO e TGP, além de testes de biologia molecular, que conseguem identificar o material genético do vírus poucas semanas após a infecção e podem ser utilizados para confirmação diagnóstica”, explica.

Segundo o especialista, a identificação precoce da doença é fundamental para reduzir o risco de complicações graves. “As hepatites B e C podem permanecer por anos sem causar sintomas, mas continuam provocando lesões no fígado. Quando diagnosticadas precocemente, as chances de controle da hepatite B e de cura da hepatite C são muito maiores, além de diminuir a possibilidade de transmissão para outras pessoas.”

Apesar da importância da testagem, os exames para hepatites virais normalmente não fazem parte dos check-ups de rotina e devem ser solicitados conforme avaliação médica, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco, como profissionais da saúde, pacientes em hemodiálise, pessoas vivendo com HIV, indivíduos que receberam transfusão de sangue antes de 1993 e pessoas com histórico de exposição ao vírus.

Além da realização dos exames, a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção. Atualmente, existem vacinas contra as hepatites A e B, enquanto a hepatite C conta com tratamento capaz de eliminar o vírus na maioria dos casos. “A principal mensagem do Julho Amarelo é que ninguém deve esperar os sintomas aparecerem. Procurar orientação médica e realizar os exames quando indicados faz toda a diferença para proteger a saúde do fígado”, conclui Roberto Luís.

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