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Dia do Coração: infarto silencioso pode passar despercebido e reforça importância da prevenção

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Acompanhamento médico e investigação individualizada ajudam a identificar fatores de risco

O mês de setembro chega com o lembrete importantes da principal causa de morte no Brasil e no mundo: as doenças cardiovasculares. Só que nem todo infarto começa com uma forte dor no peito, como se costuma pensar. Em alguns casos, o evento pode passar despercebido ou apresentar sinais menos associados ao problema, como cansaço, falta de ar, mal-estar e tontura. O chamado infarto silencioso chama atenção para a importância do acompanhamento cardiovascular, especialmente porque a doença pode se desenvolver durante anos sem provocar sintomas.

“É que o infarto é a apresentação aguda de uma doença crônica, a ateroesclerose coronariana, que é a deposição de placas de gordura nos vasos do coração. Geralmente o paciente passa muitos anos sem sentir nada, porém essas placas podem estar se formando silenciosamente”, explica a médica cardiologista e especialista em imagem cardiovascular Juliana Pato (CRM-BA 28195 / RQE-BA: 22912), do IHEF. E a formação dessas placas ao longo do tempo, aumentam o risco de um evento cardíaco. Por isso, o cuidado com o coração não deve começar apenas quando aparecem os sintomas.

Qualquer pessoa, mesmo as mais jovens, precisam manter hábitos que contribuam para a saúde cardiovascular e fazer acompanhamento médico. Histórico familiar, colesterol elevado, pressão alta, diabetes, tabagismo e outros fatores de risco podem levar à necessidade de uma investigação mais detalhada.

“Pessoas jovens e sem sintomas precisam de acompanhamento médico regular, alimentação balanceada, prática de atividade física e hábitos saudáveis. Nessa população, o foco é a prevenção. Caso o paciente, mesmo jovem, tenha fatores de risco, histórico familiar ou sintomas, exames de imagem podem ser indicados, de acordo com a suspeita clínica e sempre de forma individualizada”, defende Juliana.

Exames ajudam na investigação

Quando há indicação médica, os exames podem complementar a avaliação e ajudar a investigar diferentes aspectos da saúde cardiovascular. Não existe, porém, um exame único que sirva para todas as pessoas. “Depende do perfil de cada pessoa. Entre os principais exames estão o eletrocardiograma, ecocardiograma, escore de cálcio coronariano e a angiotomografia das coronárias. Cada exame tem a sua indicação e avalia coisas diferentes”, explica a médica.

A escolha do exame e a frequência do acompanhamento consideram características individuais, como idade, histórico familiar, pressão arterial, colesterol, diabetes, tabagismo e hábitos de vida. “Não existe uma idade única que sirva para todas as pessoas. A prevenção cardiovascular deve começar cedo, com acompanhamento e controle dos principais fatores de risco ao longo da vida”, conclui.

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